Há aquelas que têm 15 minutos de fama e outras que são atemporais, vão perdurar pelo resto dos tempos.
Com a poluição sonora atual, a falta de novos ídolos e a péssima qualidade que nossos artistas vêm apresentando, a música mostra que está em decadência. Os instrumentos melhoraram, a tecnologia é espetacular, a informática possibilita efeitos e acabamentos magníficos na sonoridade e na finalização dos discos. Porém, não temos mais aqueles temas que vão ficar para sempre na nossa memória.
Por exemplo: independente do seu gosto musical, é inegável que THE UNFORGUIVEN do Metallica é um clássico. Meus tios cantavam, meus netos vão cantar. Hit the Road Jack, de RAY CHARLES, é da época dos meus avós, só que daqui há décadas, meus filhos vão escutar e adorar. Isso prova que as boas músicas são para sempre.
Mas agora vamos pensar nos artistas atuais. Quantos anos vão durar as canções feitas hoje??? Nossos velhos e bons compositores são titios, avós, velhinhos, alguns até já morreram, e o que ficou foram apenas medianos escritores.
Há algumas décadas eram poucos os que escreviam letras de músicas. Porém, para piorar a situação, hoje qualquer pessoa que saiba escrever 3 ou 4 palavras faz uma música.... e as rádios ainda tocam. Você escreve um monossílabo vulgar com subjetividade sexual, repete ele umas 35 vezes e vira música: CRÉU CRÉU CRÉU CRÉU!
Há pelo menos uns 3 ou 4 anos havia ainda o duplo sentidos nas letras, algo como “vai me enterrar na areia – não não vou atolar”.... hoje não, a coisa é escancarada, basta ver a já “famosa” Gaiola das Popozudas com seu hit “Ai que piroca boa, bota tudo até o ovo / Gaiola das Popozudas agora vai fala pra tu / Se elas brincam com a xereca eu te dou um chá de cu”.
Ou seja, a coisa descambou de uma maneira, que não sei onde vamos parar. Minha mãe orgulha-se em dizer, quando estou ouvindo Beatles:
- Essa é da minha época.
Nestes momentos eu olho o hoje e passo a me segregar, me excluo desta época e prefiro me incluir em outra época, como o fim do anos 90, quando a produção musical ainda era boa.
Às vezes começo a achar que meus netos terão de recorrer a um passado quase secular e ouvir as músicas que seus bisavós ouviam: Led Zeppelin, Adriana Calcanhoto, Janis Joplin, Engenheiros do Hawaii, Ray Charles, Beatles, Raul Seixas, Paralamas do Sucesso, The Who, Ira!, Legião Urbana, Raul Seixas.
P.S.: este é um texto que expressa a opinião única e exclusiva do autor, portanto, de forma alguma fala pelos demais integrantes da rádio ou influencia nas idéias e/ou filosofias desta, uma vez que as decisões são tomadas em conjunto e também com participação do público.
[More]
Com a poluição sonora atual, a falta de novos ídolos e a péssima qualidade que nossos artistas vêm apresentando, a música mostra que está em decadência. Os instrumentos melhoraram, a tecnologia é espetacular, a informática possibilita efeitos e acabamentos magníficos na sonoridade e na finalização dos discos. Porém, não temos mais aqueles temas que vão ficar para sempre na nossa memória.
Por exemplo: independente do seu gosto musical, é inegável que THE UNFORGUIVEN do Metallica é um clássico. Meus tios cantavam, meus netos vão cantar. Hit the Road Jack, de RAY CHARLES, é da época dos meus avós, só que daqui há décadas, meus filhos vão escutar e adorar. Isso prova que as boas músicas são para sempre.
Mas agora vamos pensar nos artistas atuais. Quantos anos vão durar as canções feitas hoje??? Nossos velhos e bons compositores são titios, avós, velhinhos, alguns até já morreram, e o que ficou foram apenas medianos escritores.
Há algumas décadas eram poucos os que escreviam letras de músicas. Porém, para piorar a situação, hoje qualquer pessoa que saiba escrever 3 ou 4 palavras faz uma música.... e as rádios ainda tocam. Você escreve um monossílabo vulgar com subjetividade sexual, repete ele umas 35 vezes e vira música: CRÉU CRÉU CRÉU CRÉU!
Há pelo menos uns 3 ou 4 anos havia ainda o duplo sentidos nas letras, algo como “vai me enterrar na areia – não não vou atolar”.... hoje não, a coisa é escancarada, basta ver a já “famosa” Gaiola das Popozudas com seu hit “Ai que piroca boa, bota tudo até o ovo / Gaiola das Popozudas agora vai fala pra tu / Se elas brincam com a xereca eu te dou um chá de cu”.
Ou seja, a coisa descambou de uma maneira, que não sei onde vamos parar. Minha mãe orgulha-se em dizer, quando estou ouvindo Beatles:
- Essa é da minha época.
Nestes momentos eu olho o hoje e passo a me segregar, me excluo desta época e prefiro me incluir em outra época, como o fim do anos 90, quando a produção musical ainda era boa.
Às vezes começo a achar que meus netos terão de recorrer a um passado quase secular e ouvir as músicas que seus bisavós ouviam: Led Zeppelin, Adriana Calcanhoto, Janis Joplin, Engenheiros do Hawaii, Ray Charles, Beatles, Raul Seixas, Paralamas do Sucesso, The Who, Ira!, Legião Urbana, Raul Seixas.
P.S.: este é um texto que expressa a opinião única e exclusiva do autor, portanto, de forma alguma fala pelos demais integrantes da rádio ou influencia nas idéias e/ou filosofias desta, uma vez que as decisões são tomadas em conjunto e também com participação do público.

Este será o canal onde você poderá saber mais e opinar sobre a Rádio Container. Esperamos os seus comentários para que possamos melhorar a programação da rádio. No blog, também postaremos as notícias sobre a rádio, as novidades da programação e o que mais julgarmos interessante.
Conheça um pouco mais sobre a rádio:
É das coisas inusitadas que surgem as boas idéias. Domingo, fim de tarde, como sempre um dia de ócio e sedentarismo. Enquanto executava alguns testes para uma possível rádio, conversa daqui, conversa dali, e um velho amigo ao escutar os testes e perceber a idéia diz:
- Isso tem futuro.
Era a frase que faltava para levar aquilo adiante. Algumas horas de bate-papo, alguns debates depois, um bom almoço ao som de blues e rock n’roll e estava no ar a rádio.
Microfones funcionando, trilhas aos montes, vinhetas, mas...e o nome?!
Para toda pergunta nesta vida, há alguma música que te dará a resposta. E foi inspirando-se em alguns temas de músicas que surgiu “Rádio Container”! BINGO!
Willian Araújo e Ailson Gamarra têm a faca e o queijo na mão. Rádio registrada, muita música em suas bibliotecas e uma das melhores invenções da humanidade: a Internet.
Usando estas poderosas ferramentas pretendemos levar até você muita música com pitadas de informação. Não queremos competir com as grandes, queremos justamente fazer algo diferente. Sem jabá, sem comerciais incessantes, sem aquelas mesmas músicas de sempre.
Aqui as novidades, os últimos lançamentos serão mesclados com as músicas mais clássicas de todos os tempos: de Ivete Sangalo à Jimmy Hendrix, de Mombojó à Maria Rita, passando por Led Zeppelin e Luiz Marenco. Porque deste container sai tudo o que você pedir!